Sumaré pode se tornar um polo de IA? O que os bilhões em data centers podem mudar na região
Sumaré pode se tornar um polo de IA? O que os bilhões em data centers podem mudar na região
Investimentos em infraestrutura digital colocam Sumaré no mapa da inteligência artificial e podem movimentar empregos, energia, tecnologia, educação, serviços e novos negócios em toda a Região Metropolitana de Campinas
Durante muito tempo, quando se falava em tecnologia e inteligência artificial no Brasil, as atenções se concentravam principalmente nas grandes capitais e nos tradicionais polos de inovação.
Esse cenário está mudando.
No interior de São Paulo, o eixo formado por Campinas, Hortolândia e Sumaré está recebendo uma nova geração de infraestrutura tecnológica: os data centers, grandes complexos responsáveis por armazenar, processar e distribuir enormes volumes de dados.
E Sumaré acaba de entrar de maneira mais forte nesse mapa.
A empresa Ascenty anunciou a implantação do Sumaré 3, um data center projetado desde sua concepção para atender às necessidades de aplicações de inteligência artificial e outras cargas computacionais de alta densidade.
O projeto faz parte de um pacote de aproximadamente US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, destinado à expansão da empresa no estado de São Paulo.
Mas há uma diferença importante: os R$ 6 bilhões não representam exclusivamente o investimento do empreendimento de Sumaré. O valor corresponde ao pacote anunciado pela companhia para quatro novas estruturas no estado. O Sumaré 3 é uma das unidades desse plano.
Ainda assim, o empreendimento representa um investimento de grande relevância para a cidade e pode produzir efeitos que vão muito além do terreno onde será construído.
O que é o Sumaré 3?
O novo complexo será instalado em uma área de aproximadamente 48 mil metros quadrados.
Segundo a Prefeitura de Sumaré, o empreendimento terá inicialmente 90 megawatts (MW) de capacidade energética, sendo 60 MW destinados às operações de tecnologia da informação.
Na prática, isso significa uma estrutura preparada para receber equipamentos capazes de realizar uma quantidade muito maior de processamento do que os data centers tradicionais.
A empresa afirma que o projeto foi concebido especialmente para atender à demanda crescente de inteligência artificial.
Isso é importante porque os sistemas de IA mais avançados exigem uma quantidade enorme de processamento. Modelos utilizados para geração de texto, imagens, vídeos, análise de dados, automação e outras aplicações dependem de milhares de processadores trabalhando simultaneamente.
E esses equipamentos consomem muita energia.
É justamente por isso que a localização de um data center passou a depender não apenas de terreno e conexão de internet, mas também de energia elétrica disponível, estabilidade da rede, conectividade, infraestrutura de telecomunicações, segurança e capacidade de expansão.
Por que Sumaré?
A escolha da região não aconteceu por acaso.
Sumaré está inserida na Região Metropolitana de Campinas, uma das áreas economicamente mais desenvolvidas do interior paulista, com universidades, centros de pesquisa, empresas industriais, infraestrutura logística e conexão com importantes rodovias.
O entorno também já vem recebendo grandes investimentos em infraestrutura digital.
Hortolândia, por exemplo, está recebendo dois data centers da Microsoft, enquanto outro complexo da empresa está localizado em Sumaré.
A Prefeitura de Hortolândia afirma que os três empreendimentos fazem parte de um movimento que pode ampliar o ecossistema tecnológico regional e atrair novas empresas.
Isso cria uma espécie de efeito de concentração.
Quanto mais infraestrutura tecnológica existe em determinada região, maior tende a ser a capacidade de atrair empresas que precisam de computação em nuvem, armazenamento, conectividade e processamento de dados.
É um dos motivos pelos quais Campinas e seu entorno vêm ganhando importância no mercado nacional de data centers.
Campinas e região já formam um dos maiores polos do país
Dados da consultoria JLL mostram a dimensão dessa transformação.
Segundo levantamento divulgado em 2026, os mercados de São Paulo/Barueri e Campinas somavam 585 MW de capacidade instalada, mais da metade dos 706 MW de capacidade operacional do país naquele levantamento.
O mercado de Campinas sozinho respondia por aproximadamente 316 MW.
Outro levantamento, da Cushman & Wakefield, apontou que o corredor São Paulo–Campinas chegou a 661 MW de capacidade operacional no primeiro semestre de 2026, com apenas 4,1% de vacância entre provedores de colocation.
Além disso, havia cerca de 250 MW em construção e um pipeline de aproximadamente 2.066 MW em projetos planejados.
Ou seja: o projeto de Sumaré não aparece sozinho.
Ele faz parte de uma transformação maior do interior paulista em um corredor estratégico para infraestrutura digital.
Por que a inteligência artificial está acelerando esse mercado?
A inteligência artificial mudou a escala da demanda por processamento.
Aplicações tradicionais de tecnologia já utilizavam data centers para armazenamento, sistemas empresariais, bancos, comércio eletrônico, streaming e computação em nuvem.
A IA acrescentou uma demanda muito mais intensa.
O treinamento e a operação de modelos avançados utilizam grandes quantidades de processadores especializados, conhecidos como GPUs e outros aceleradores.
Esses equipamentos precisam de energia, refrigeração e conexão de alta capacidade.
Por isso, data centers voltados à IA precisam ser projetados de maneira diferente.
No caso do Sumaré 3, a Ascenty afirma que todos os data halls serão destinados a aplicações de inteligência artificial, segundo informações divulgadas pela imprensa especializada.
R$ 6 bilhões podem virar muito mais do que um prédio cheio de servidores
É aqui que o impacto regional começa a ficar mais interessante.
Um investimento desse tipo movimenta uma cadeia muito maior do que a empresa responsável pelo data center.
Durante a construção, entram em cena empresas de:
- engenharia;
- construção civil;
- instalações elétricas;
- refrigeração;
- segurança;
- transporte;
- logística;
- fornecimento de equipamentos;
- telecomunicações;
- alimentação;
- serviços terceirizados;
- manutenção;
- automação.
Depois da entrada em operação, a estrutura passa a demandar profissionais especializados em tecnologia, redes, segurança da informação, energia, automação, manutenção e operação.
No caso específico do Sumaré 3, a Prefeitura estima aproximadamente 600 empregos diretos durante a construção e cerca de 120 postos permanentes especializados quando o empreendimento estiver em operação.
Mas esses números não representam necessariamente todo o impacto sobre o mercado de trabalho.
Existe também o chamado efeito indireto: fornecedores, prestadores de serviço e empresas que chegam ou expandem suas atividades para atender ao novo polo.
O verdadeiro desafio pode ser formar profissionais
Um dos efeitos mais importantes do empreendimento pode aparecer na educação.
Se a região quiser aproveitar uma parte significativa das oportunidades criadas pela nova economia digital, será necessário formar profissionais para atender a uma demanda que ainda é relativamente nova.
Entre as áreas que podem ganhar importância estão:
Tecnologia da informação: redes, infraestrutura, sistemas e computação em nuvem.
Inteligência artificial: desenvolvimento, operação e manutenção de sistemas de IA.
Cibersegurança: proteção de redes, servidores e informações.
Engenharia: elétrica, eletrônica, computação e automação.
Energia: operação, distribuição, eficiência e sistemas de backup.
Refrigeração: sistemas de climatização de alta capacidade.
Manutenção: equipamentos elétricos, mecânicos e sistemas críticos.
Gestão: operações, segurança, logística e administração.
A própria Prefeitura de Sumaré cita tecnologia da informação, inteligência artificial, automação, redes, segurança digital e manutenção especializada entre as áreas que poderão ser demandadas.
Isso abre uma discussão importante para a região: as escolas técnicas, faculdades e centros de formação estão preparados para essa demanda?
Se a resposta for positiva, Sumaré e as cidades vizinhas podem transformar parte desse investimento em uma oportunidade de qualificação profissional.
Se a resposta for negativa, existe o risco de boa parte das vagas mais especializadas ser ocupada por profissionais que já vêm de outros centros.
E a energia?
Esse talvez seja um dos pontos menos conhecidos pelo público, mas um dos mais importantes.
Data centers são grandes consumidores de eletricidade.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) afirma que esses empreendimentos representam grandes cargas elétricas e que seu crescimento precisa ser considerado no planejamento da expansão da transmissão e da geração de energia no país.
A própria região de Campinas já sente esse movimento.
Segundo a CPFL Energia, a demanda de eletricidade de data centers em sua área de concessão cresceu 35,8% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem.
Ao mesmo tempo, a companhia apontou limitações da infraestrutura de rede para novas conexões.
Isso significa que atrair data centers não depende apenas de oferecer terrenos.
É preciso garantir energia suficiente e infraestrutura capaz de entregar essa energia com estabilidade.
Sumaré já tem infraestrutura elétrica sendo preparada para grandes cargas
Existe inclusive um registro oficial relacionado à conexão de um Data Center Sumaré à Rede Básica.
Em despacho publicado pela ANEEL em 2025, foi reconhecida a alternativa de acesso à rede para um empreendimento localizado em Sumaré.
O projeto previa uma nova linha de transmissão em 440 kV, com aproximadamente três quilômetros de extensão, conectando a Subestação Sumaré a uma nova subestação destinada ao empreendimento.
O documento também registrou que a solução era compatível com o planejamento de expansão do sistema elétrico para um horizonte mínimo de cinco anos.
Isso ajuda a dimensionar a natureza desses empreendimentos: eles exigem uma infraestrutura energética muito diferente daquela necessária para uma empresa convencional.
E o impacto sobre as estradas?
Outro efeito que pode aparecer no cotidiano da população é a infraestrutura urbana.
A experiência de Hortolândia com os data centers da Microsoft já mostra esse movimento.
A empresa realizou obras e contrapartidas relacionadas ao sistema viário, incluindo duplicação e recuperação de trechos de estradas próximas aos empreendimentos.
Na Estrada Municipal Valêncio Calegari, na divisa com Sumaré, houve obras de duplicação e sinalização relacionadas às intervenções da Microsoft.
Na Estrada Pedrina Guilherme, Hortolândia informou a recuperação de aproximadamente 2,3 quilômetros de pavimento, incluindo obras realizadas pela Microsoft.
Isso mostra que grandes investimentos tecnológicos podem produzir efeitos físicos no território.
Novas empresas significam mais circulação de trabalhadores, equipamentos, fornecedores e serviços.
Por isso, mobilidade, acesso viário e planejamento urbano passam a fazer parte da equação.
E os imóveis?
Esse é outro possível efeito regional, mas precisa ser tratado com cautela.
Quando uma região recebe empresas de grande porte e aumenta sua oferta de empregos qualificados, pode haver maior procura por imóveis residenciais e comerciais.
Também pode crescer a demanda por:
- apartamentos para profissionais;
- imóveis próximos aos novos polos;
- escritórios;
- hotéis;
- restaurantes;
- serviços;
- transporte;
- comércio especializado.
Mas não é correto afirmar que o investimento de Sumaré automaticamente provocará uma valorização imobiliária específica.
Esse efeito dependerá de fatores como número de trabalhadores atraídos, expansão de fornecedores, novas empresas, oferta de imóveis e infraestrutura urbana.
É uma possibilidade a ser acompanhada, não uma consequência garantida.
O lado que precisa ser acompanhado: água, energia e licenciamento
Grandes data centers também trazem desafios.
O Ministério Público de Contas de São Paulo apresentou, em 2026, uma representação relacionada a possíveis irregularidades no licenciamento ambiental de grandes data centers em Sumaré e Hortolândia.
O documento menciona a complexidade dos empreendimentos e seu elevado consumo de energia.
Além disso, o Conselho Nacional do Meio Ambiente registrou em 2026 um processo relacionado à discussão de diretrizes e salvaguardas socioambientais e climáticas para o licenciamento de data centers no Brasil.
Isso não significa que o empreendimento de Sumaré seja irregular.
Significa que o crescimento acelerado desse setor está criando novas discussões sobre como esses projetos devem ser licenciados, como sua demanda por energia e recursos deve ser administrada e quais contrapartidas podem ser necessárias.
É um debate que tende a crescer nos próximos anos.
O Brasil também está criando incentivos para os data centers
O cenário nacional mudou recentemente.
Em setembro de 2026, o governo federal sancionou o Redata, regime especial de tributação criado para estimular investimentos em data centers e no desenvolvimento da cadeia tecnológica brasileira.
A legislação prevê incentivos vinculados a contrapartidas em investimento e pesquisa, além de mecanismos voltados ao desenvolvimento tecnológico e à expansão da infraestrutura digital.
Na prática, o Brasil está tentando aproveitar a expansão da inteligência artificial para atrair infraestrutura, capital e empresas ligadas à economia digital.
Para cidades como Sumaré, isso pode significar uma disputa por novos investimentos.
Sumaré pode realmente virar um polo de inteligência artificial?
Pode, mas ainda é cedo para afirmar que isso já aconteceu.
O município tem um ativo importante: está localizado dentro de uma região que já concentra infraestrutura tecnológica, empresas, universidades, rodovias, conectividade e grandes consumidores de energia.
A chegada do Sumaré 3 reforça esse movimento.
Ao mesmo tempo, a existência de um grande data center não transforma automaticamente uma cidade em um polo de inteligência artificial.
Para isso acontecer, seria necessário que outros elementos se desenvolvessem junto:
1. Formação profissional
Mais cursos técnicos e superiores alinhados às novas demandas.
2. Empresas
Startups, fornecedores, empresas de software, segurança digital, automação e serviços especializados.
3. Pesquisa
Conexão maior entre empresas, universidades e centros de pesquisa.
4. Infraestrutura
Energia, fibra óptica, estradas e capacidade urbana para acompanhar o crescimento.
5. Ambiente de negócios
Condições para que novas empresas tenham interesse em se instalar na região.
6. Planejamento municipal e regional
Coordenação entre Sumaré e as cidades vizinhas para evitar que o crescimento aconteça de maneira desorganizada.
O que pode mudar na vida de quem mora na região?
Para o morador, a discussão não deveria ficar restrita aos bilhões anunciados.
A pergunta mais importante é:
quanto desse novo ciclo econômico pode chegar à população?
Pode significar mais empregos.
Pode criar novas profissões.
Pode aumentar a procura por cursos técnicos.
Pode atrair empresas.
Pode movimentar comércio e serviços.
Pode gerar investimentos em infraestrutura.
Pode aumentar a arrecadação municipal.
Pode abrir oportunidades para pequenos fornecedores.
Mas também pode aumentar a pressão sobre energia, mobilidade, imóveis e infraestrutura urbana.
É justamente por isso que o impacto precisa ser acompanhado ao longo dos próximos anos.
Uma transformação que pode ultrapassar os limites de Sumaré
Talvez a principal conclusão seja que a história não seja apenas de Sumaré.
O que está acontecendo no município faz parte de uma transformação muito maior no eixo Campinas–Hortolândia–Sumaré.
A região está se tornando um dos principais corredores brasileiros para data centers e infraestrutura de computação.
Segundo a JLL, o Brasil entrou em 2026 com crescimento acelerado no setor. No primeiro semestre, 106 MW de novos data centers foram entregues no país e outros 134 MW estavam previstos para entrar em operação até dezembro, em um mercado que já movimentava bilhões de dólares em investimentos.
Um estudo da FGV também dimensionou o potencial econômico dessa expansão. A instituição estima que a implantação de um único grande data center, incluindo infraestrutura de inteligência artificial, pode mobilizar aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos totais, gerar cerca de 12.560 empregos diretos e indiretos durante construção e implantação e aproximadamente 1.860 postos permanentes.
Esses números são uma estimativa para um empreendimento analisado no estudo, e não uma previsão específica para Sumaré. Ainda assim, ajudam a compreender o tamanho da cadeia econômica que pode ser criada ao redor da infraestrutura digital.
Sumaré está diante de uma oportunidade, mas também de uma responsabilidade
O investimento do Sumaré 3 coloca a cidade em uma posição estratégica.
A oportunidade está em transformar infraestrutura tecnológica em desenvolvimento econômico real.
Isso significa preparar trabalhadores, estimular empresas locais, aproximar universidades, melhorar a infraestrutura e criar condições para que uma parcela maior do valor gerado permaneça na região.
O desafio é fazer isso sem perder de vista questões básicas como energia, mobilidade, planejamento urbano, meio ambiente e qualidade de vida.
Se esse ecossistema se desenvolver, Sumaré poderá deixar de ser apenas o endereço de grandes instalações tecnológicas e passar a ocupar um papel mais relevante na economia digital brasileira.
Os próximos anos vão mostrar se o investimento em servidores ficará restrito aos data centers ou se ele conseguirá gerar uma nova cadeia de negócios, empregos e conhecimento em toda a região.
Em números
R$ 6 bilhões: aproximadamente o valor do pacote de investimentos da Ascenty em quatro novas estruturas de alta densidade em São Paulo.
US$ 1,2 bilhão: valor anunciado pela empresa para esse pacote.
48 mil m²: área informada para o complexo Sumaré 3.
90 MW: capacidade energética inicial informada pela Prefeitura de Sumaré.
60 MW: parcela destinada às operações de tecnologia da informação, segundo a Prefeitura.
600: empregos diretos estimados durante a construção do Sumaré 3.
120: postos permanentes especializados previstos após o início da operação.
316 MW: capacidade instalada no mercado de data centers de Campinas, segundo levantamento da JLL divulgado em 2026.
661 MW: capacidade operacional do corredor São Paulo–Campinas no primeiro semestre de 2026, segundo a Cushman & Wakefield.
35,8%: crescimento da demanda de energia de data centers na área da CPFL no segundo trimestre de 2026, na comparação anual.
Fontes e referências
- Prefeitura de Sumaré — anúncio do complexo Sumaré 3, investimento, área, capacidade energética e empregos.
- Ascenty / informações divulgadas sobre o pacote de investimentos em data centers para IA.
- Folha de S.Paulo — detalhes do projeto, capacidade inicial, expansão e pacote de investimentos.
- Bloomberg Línea — investimento da Ascenty e expansão de data centers voltados à IA.
- JLL — panorama do mercado brasileiro de data centers em 2026.
- EXAME — concentração da capacidade de data centers nos mercados de São Paulo e Campinas.
- Forbes — dados sobre o corredor São Paulo–Campinas e sua capacidade de infraestrutura digital.
- CNN Brasil — crescimento da demanda de energia dos data centers na área da CPFL.
- Empresa de Pesquisa Energética (EPE) — impacto dos data centers no planejamento do sistema elétrico brasileiro.
- ANEEL — planejamento de conexão e infraestrutura elétrica relacionada a empreendimento de data center em Sumaré.
- Prefeitura de Hortolândia — obras e investimentos relacionados aos data centers da Microsoft na região.
- Ministério Público de Contas de São Paulo — representação sobre questões relacionadas ao licenciamento de data centers em Sumaré e Hortolândia.
- Conselho Nacional do Meio Ambiente — discussão sobre diretrizes socioambientais para licenciamento de data centers.
- Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — Redata e política nacional para estímulo a data centers.
- FGV Projetos — estudo sobre impactos socioeconômicos da infraestrutura digital e IA no Brasil.